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Junta pede indemnização aos CTT pelo recuo no fecho da estação
23 janeiro 2020

A União de Freguesias de Pataias e Martingança (UFPM) pediu recentemente uma indemnização aos CTT depois de a empresa ter recuado no fecho do balcão em Pataias e de a Junta ter negociado a compra do imóvel de forma a assegurar o serviço.
Depois do anúncio do fecho da estação da vila até final do ano de 2018, a administração dos CTT voltou atrás na decisão no verão do ano seguinte. Mas, antes disso, a Junta esteve em conversações com os CTT para assegurar o serviço, negociando a compra do imóvel, tendo ainda a intenção de ali instalar uma loja do cidadão e uma caixa multibanco.
O valor do negócio foi acordado com os CTT, que aceitou vender o prédio por 115 mil euros. A UFPM, por sua vez, reuniu a verba através da Câmara de Alcobaça, que efetuou a transferência do valor para os cofres da Junta. A par disto, a Junta contratou e afetou um funcionário que iria assegurar o serviço. Por todos estes motivos consideramos que os interesses dos fregueses estão a ser lesados, disse o presidente da UFPM. Valter Ribeiro atira a responsabilidade para os CTT pelo facto de o espaço do cidadão não estar já aberto.
Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, fonte do gabinete de imprensa da empresa refere que, relativamente ao pedido de indemnização, os CTT não comentam.
A empresa confirma que a loja CTT de Pataias vai continuar em funcionamento, prosseguindo o compromisso público de reabrir lojas, tendo em vista o reforço da proximidade às populações, garantindo, por outro lado, não proceder a novos encerramentos. Os CTT garantem ainda encarar com normalidade a premissa de que todos os concelhos do País beneficiem de uma loja CTT e estão a trabalhar, de forma voluntária, no sentido de reabrir as lojas encerradas em sede de concelho.
Em relação à caixa multibanco, a União de Freguesias assegura que aquele equipamento será colocado ao lado do parque público infantil, junto ao complexo de serviços onde funciona a Unidade de Saúde Familiar, o posto da Guarda Nacional Republicana e a sede da UFPM.
O custo da instalação será repartido entre a autarquia local, à qual caberá fornecer o betão para a infraestrutura, e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcobaça, que tem uma agência na Avenida Rainha Santa Isabel naquela vila e que disponibilizará a porta de alta segurança.
Face ao sucedido, os 115 mil euros que a Junta tem em sua posse poderão ser utilizados na requalificação da antiga escola primária de Paredes da Vitória, que a UFPM adquiriu em 2011, para a qual tem um projeto para um centro ligado aos desportos e atividades de mar, que ainda não foi concretizada pela recusa de apoio comunitário.
Para a utilização da verba na recuperação do edifício, que, entretanto, ruiu no verão de 2017, é necessária que tanto a Câmara de Alcobaça como a Assembleia Municipal se pronunciem e aprovem a intenção da Junta.
In: região de Cister
