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Lagoa de Pataias

Património Natural
Não se conhece com exatidão a origem da lagoa de Pataias. A própria toponímia de Pataias poderá estar ligada à existência de patos nas lagoas da região. Sabe-se que a lagoa já existia e que nela se pescava no início do século XVII. Nas memórias paroquiais de 1758 encontra-se uma pequena descrição da lagoa «para a parte do poente uma lagoa, que terá por certo um quarto de légua bastante funda em parte e abundante em ruivacos e cabozes, está situada entre um grande areal, que corre de norte a Sul».
Já no séx. XX surge um guia datado de 1922 que faz uma interessante abordagem histórica da Lagoa: «A lagoa, que fica para o lado da costa, é muito funda e ligam-se superstições. Dantes pescava-se lá muito, mas só ruivacos e muitos anos se esteve sem pescar porque em 1600, segundo diz um velho texto, uns pescadores tiraram as redes com uma grande quantidade de ruivacos, mas com eles vinham outras tanta salamandras (…) mais tarde da Lagoa das Caldas da Rainha e de outras foram levadas algumas espécies e deitadas na lagoa (…)».
Durante grande parte do séc. XX, a lagoa era utilizada para lavar a roupa, para pescar, como praia fluvial, para passeios de barco e, nas suas margens, era frequente a população reunir-se para convívios.
No que diz respeito às secas, são conhecidas as dos anos de 1944, 1991 e 2005, sendo que em 2005 a evaporação foi total.
Nos últimos anos, a lagoa tem sofrido várias requalificações, entre as quais se destaca a construção de um passadiço, em 2008 que percorre grande parte da margem oeste da lagoa, a colocação de diversas mesas de piquenique e um parque infantil.
A fauna e flora presentes dependem da quantidade e qualidade de água. No entanto, na flora podemos observar com frequência caniços e tábuas, duas plantas que ocupam grande parte das margens. Outra facilmente observável grande parte do ano é o nenúfar.
Na fauna, as espécies mais comum são o pato-real, o galeirão e a galinha de água. A garça-real também visita frequentemente a lagoa, bem como os corvos marinhos que ali passam grandes temporadas no Inverno. Os anfíbios já foram muito comuns em número e espécie, encontrando-se agora reduzidos ao sapo-comum e à rã-verde, se os anos forem chuvosos. Nos peixes, todas as espécies agora presentes são exóticas, com predomínio da carpa e perca-sol (espécies introduzidas que dizimaram os ruivacos).